quinta-feira, dezembro 08, 2011

Deus Ex: Human Revolution Review



It's been a while!

Hoje trago-vos a minha crítica ao jogo DEUS EX: HUMAN REVOLUTION, um jogo da EIDOS Montreal e da SQUARE-ENIX. 

Nunca tinha jogado um Deus Ex antes. Quando saiu o primeiro Deus Ex não tinha computador que o conseguisse correr e quando finalmente adquiri computadores com a potência necessária o jogo já estava muito datado. Lembro-me que o primeiro Deus Ex tinha sido muito aclamado pela crítica e depressa conquistou um lugar entre os melhores Shooters de sempre. Depois lembro-me de experimentar a demo do Deus Ex 2 na Xbox. Fiquei bastante interessado no jogo já que os gráficos eram realmente muito bons, mas depois nunca cheguei a comprá-lo. Eis que é anunciado o Deus Ex: Human Revolution. Não foi um jogo que tenha esperado ansiosamente que chegasse, nem sequer era fã da serie, mas como este Deus Ex se tratava de uma prequela ao original, dicidi comprar. E sem dúvida alguma que foi uma excelente decisão.



Para quem não sabe Deus Ex conta-nos uma história de ficção científica onde os humanos podem comprar "Augmentations" para melhorar alguns aspectos físicos e mentais do seu corpo. Queres saltar 9 metros? Compra umas pernas novas! Queres levantar 1 tonelada? Que tal implantes de músculos robóticos para uma força extra? Queres conseguir processar mais informação mental? Comprar um Neuro computador que ajuda o teu cerébro. No mundo de Deus Ex qualquer aspecto humano pode ser potenciado graças à tecnologia. No início as "Augmentations" foram criadas com um intuito de ajudar as pessoas que por alguma razão perderam capacidades físicas (paraplégicos, cegos, surdos, etc.) mas como se sabe os humanos querem sempre mais e os que já eram saudáveis queriam ter capacidades sobre-humanas. Poderosas empresas de tecnologia foram criadas e depressa tornou-se costume entrar em guerras de espionagem e terrorismo industrial. Mesmo a própria sociedade sofreu grandes transformações. Para adquirir "Augmentations" era necessário dinheiro e depois era necessário mais dinheiro para comprar uma droga que impedia os implantes sintéticos de serem rejeitados pelo corpo humano, isto levava a que muitas pessoas morressem.

Portanto, a história é mesmo boa e muito interessante. Quem gosta de ficção cientifica depressa vai ficar interessado neste novo universo criado pela EIDOS. Para além de ter uma história muito bem pensada e que nos faz pensar, tem a capacidade de nos emergir neste mundo. Muitas foram as vezes que uma sessão de 1 hora se transformou numa de 4 horas. Sempre que peguei neste jogo nunca dei pelo tempo passar, o que começa a ser raro nos dias de hoje.



Para além da história, o ambiente que o jogo nos transmite está na mouche. As cidades, os personagens e a direcção de arte estão espectaculares. Pode não mostrar os melhores gráficos do mundo, mas estes estão sem dúvida bastante bons. A música também está "spot on".

Deus Ex: Human Revolution é um jogo que consegue misturar vários géneros num só e em cada um desses géneros consegue ser excelente. 

1. É um excelente FPS. O jogador tem à sua disposição vários tipos de armas e de granadas, só tenho pena da Eidos não empregar um pouco mais de tempo no feeling de disparo das armas, é tudo muito estático e claramente abaixo dos padrões dos últimos FPS que saíram. Mas é só um pormenor. 

2. É um excelente RPG. Ao longo da viagem de Jensen, o jogador vai ganhando experiência e dinheiro para comprar Praxis Kits que possibilitam desbloquear novas habilidades, assim como aumentar as suas capacidades físicas e mentais. Parece bastante banal, mas o sistema de upgrades das augmentations de Jensen é dos melhores que eu alguma vez vi num jogo. Quando se faz um upgrade consegue-se  realmente sentir a diferença no gameplay e muitas destas augmentations mudam radicalmente a forma de avançar nos níveis. É muito frequente, quando um jogador faz uma nova augmentation conseguir aceder a áreas que antes não tinha acesso, ou mudar o ambiente do jogo a seu favor. É realmente um dos aspectos mais bem conseguidos em Deus Ex.



3. Exploração/Aventura. A meio do jogo, e depois de ter adquirido um certo número de augmentations é que tive mesmo a noção da excelência de Deus Ex em termos de level design. Cada área tem dezenas de formas de passar. Muitas vezes existiam 5 maneiras diferentes de entrar numa sala. As augmentations também possibilitavam o desbloqueio de novas áreas nas Cidades, era só uma questão de voltar mais tarde com as novas capacidades. Muitas dessas áreas tinham surpresas bastante boas.

4. Stealth. Para quem gosta de jogos Stealth, Deus Ex é simplesmente imperdível. É possível passar o jogo todo sem matar ninguém e é possível passar o jogo sem ser detectado e sem disparar nenhum alarme. claro que existem sítios que é praticamente impossível de fazer isto, mas com muita paciência, com um bom conhecimento dos níveis e com as Augmentations certas é possível passar o jogo todo completamente indetectável. 

Resumindo, este para mim é sem dúvida o melhor jogo que joguei em 2011. Sim, sei que ainda me faltam jogar muitos jogos deste ano para dizer com 100% a certeza que este é o GOTY de 2011, mas uma coisa é certa, Deus Ex: Human Revolution é um dos melhores jogos desta geração. Uma história excelente aliada a uma boa jogabilidade em múltiplas disciplinas dos videojogos e em conjunto com um level design de outro mundo fazem de Deus Ex Human Revolution um dos meus jogos favoritos de sempre. É um jogo altamente recomendado.

domingo, março 06, 2011

Metro 2033 - Review



Metro 2033 tem uma história bastante interessante. Começou num blog criado por Dmitry Glukhovsky que teve bastante sucesso entre os utilizadores de internet Russos. Do blog passou para um livro que vendeu mais de 500.000 cópias e já foi traduzido para mais de 20 países. Depois do sucesso nos livros Dmitry Glukhovsky vendeu os direitos para que fosse criado um jogo e um filme. 

Метро 2033 (Metro 2033 em russo), foi lançado em Março de 2010 e foi desenvolvido pela 4A Games com publicação a cargo da THQ. 4A Games é uma companhia sediada na Ucrânia (Kiev) que começou pela mão de ex-trabalhadores da GSC Game World (outra companhia de jogos Ucraniana) que é conhecida pelo jogo S.T.A.L.K.E.R: Shadow of Chernobyl. Depois do lançamento de S.T.A.L.K.E.R. Oles' Shiskovtsov e Aleksandr Maksimchuk criaram 4A Games e usaram os seus conhecimentos adquiridos no desenvolvimento do motor de jogo de S.T.A.L.K.E.R. (X-Ray Engine) para criar o 4A Engine.



Porquê esta introdução gigantesca? Porque Metro 2033 é um jogo totalmente criado na Europa do Leste e não é lá muito frequente a cultura ocidental ser exposta por conteúdos da Europa do Leste, apesar de Portugal ter bastantes emigrantes, continua a ser uma cultura bastante fechada para nós. Mas vamos então para a análise deste grande jogo. 

História: Metro 2033 passasse em Moscovo, Rússia. Depois da superfície da terra ter sido devastada por ataques nucleares, o inverno nuclear e a radiação obrigaram as pessoas a instalarem-se no Metropolitano de Moscovo. É aqui que se desenrola grande parte da aventura de Artyom. O jogador vai ter de passar por várias estações de Metro que são controladas por grupos com distintas ideologias políticas. Existem estações controladas por Nazis, outras por Comunistas, outras ainda por bandidos. Para além disto a radiação nuclear e a natureza uniram-se para criar monstros que assolam os humanos dentro do Metro. A sobrevivência naquelas estações fica em risco quando os The Dark Ones (monstros) começam a aumentar os ataques contra os humanos. Artyom é assim obrigado a entrar numa grande aventura que o vai levar a várias estações de Metro e à superfície desolada de Moscovo para conseguir ajuda para a sua estação. Dmitry Glukhovsky criou um mundo bastante interessante com uma mistura de facções que dão um aspecto muito interessante à história. Também existe uma dose de thriller psicológico onde os monstros tentam levar Artyom à insanidade. Já tinha curiosidade sobre Metro 2033 mas depois de jogar o jogo, fiquei mesmo com vontade de ler o livro.



Apresentação: Metro 2033 vê-se que foi um jogo feito com muito carinho. Ninguém deixa de reparar na quantidade de detalhe e de tempo que os programadores perderam a recriar as estações de Metro. Vamos ver pessoas nos bares a falar de coisas que se passam por aquele mundo, vamos ver pessoas a trabalhar e outras nos mercados a negociar. Vê-se que os programadores quiserem realmente fazer justiça ao livro de Dmitry Glukhovsky.
No departamento gráfico a experiência varia bastante se o estiverem a jogar num PC ou numa Xbox 360. Na Xbox 360 não se pode dizer propriamente que é um jogo estelar. Os gráficos apresentam uma mistura de efeitos espectaculares e outros maus. De vez em quando a frame rate também sofre, mas no geral o jogo corre bastante bem na Xbox 360. Mas se jogarem Metro 2033 num PC potente, vão poder experiênciar gráficos verdadeiramente magníficos graças ao tempo que os programadores demoraram a polir este jogo para o PC e graças à inclusão das mais avançadas técnicas gráficas só possíveis com o DX11. 



Jogabilidade: Metro 2033 é um FPS e como grande fã de FPS que sou, fiquei bastante surpreendido com a possibilidade de podermos jogar este jogo de uma forma Stealth ou à Rambo. No entanto não posso deixar de apontar que se o jogador optar por jogar à Rambo (E em certas secções não tem mesmo hipótese) vai sentir-se frustrado com a demora de uma troca de arma, um reload ou o uso de medkit. Nos momentos mais frenéticos claramente estes sistemas não são rápidos o suficiente para ficarmos a par dos acontecimentos. Felizmente não são muitos estes momentos e se optarmos por uma abordagem mais stealth vamos ter tempo para tudo. No departamento da Inteligência Artificial do inimigo não encontrei muitas falhas. Sim existem alguns inimigos que não sabem realmente o que estão a fazer no Metro de Moscovo mas existem outros que conseguem ser verdadeiras ameaças à nossa existência. Também existência de vários tipos de monstros e de inimigos humanos faz com que nunca fiquemos fartos de lutar contra eles. 
Digno também de um mundo pós-apocalíptico estão as armas e a escassez de recursos no jogo. As primeiras armas que Artyom tem acesso são mesmo más e só mesmo no final é que vai ter acesso a equipamentos militares de topo. Também é preciso ser muito contido no uso de munição, pois vão existir muitas situações em que vão ficar sem ela, isto obriga a que o jogador tenha de procurar munições em corpos mortos ou em caixas. Para piorar ainda a situação há que ter atenção também à máscara de gás e aos filtros, pois quando o jogador entra em sítios tóxicos ou sobe à superfície, necessita da máscara para não morrer. Resumindo, Metro 2033 é um FPS muito bom, rico na forma como podemos abordar as situações e que introduz muitas variáveis em que o jogador tem de estar atento para não ficar a meio do caminho sem munições ou sem máscaras de gás. Uma experiência de sobrevivência ao seu mais alto nível.



Notas finais: Metro 2033 é uma aventura e tanto. No entanto fico com a sensação de que podiam ter feito as passagens pelas estações de Metro um pouco mais extensas, com a adição de algumas side quests (ajudar pessoas, ou algo do género). Existem alguns picos de dificuldade e alguns momentos onde não é muito claro o que o jogador tem de fazer ou para onde tem de ir, mas não é nada que manche o nome de Metro 2033. 
Metro 2033 é também uma experiência curta e linear, mas que acaba por ser realmente inesquecível! Possuí uma história muito boa, com um ritmo certo e sem secções de palha. Pode não estar tão polido a nível de jogabilidade como um Call of Duty ou como um Halo Reach mas é sem dúvida um FPS muito acima da média e vale mesmo a pena descerem até às estações de Metro 2033. 

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Wet - Review

Apesar do nome parecer bastante sugestivo, ainda para mais quando se faz uma pesquisa no google com esta palavra, Wet acabou por ser uma agradável surpresa. Na verdade, Wet não tem nada a ver com miss's tshirts molhadas ou outras coisas com caris sexual, Wet refere-se a uma pessoa que tem sangue nas suas mãos e neste jogo vamos ter litros e litros de sangue a passar pelas nossas.



Todos os jogadores ávidos que conheço têm uma certa relação difícil com os bargain bins. Porquê? Porque das duas uma, ou os jogos que estão lá são maus, ou se forem bons já os jogámos à 1 ano atrás. Wet foi um jogo retirado de uma dessas ilhas de jogos amontoados a baixo preço e muito sinceramente quando o comprei nunca pensei que fosse gostar tanto. Foi uma compra por impulso. Quando cheguei a casa fiquei uns bons minutos a olhar para o jogo e a pensar, mas porque raio fui comprar isto? Quando o jogo foi lançado tinha sacado o demo e achei-o bastante banal, nunca mais me lembrei dele até o ver no bargain bin.

Wet é um shooter em terceira pessoa cheio de acção e muito slow-motion à mistura para dar um ar mais cinematográfico e cool à coisa. Na verdade este jogo faz esse papel muito bem, pois os criadores quiseram-no mostrar como se fosse uma série de televisão na década de 70/80. Wet até tem um filtro de filme velho nos gráficos e em certos momentos do jogo mostra anúncios de TV antigos. Aliás os produtores deste jogo não se acanharam a ir buscar influências aos filmes do Quentin Tarantino e de Clint Eastwood dando a Wet um ar bastante único. Se uma das vossas principais queixas no mercado são que os jogos hoje em dia parecem todos iguais devido ao uso dos mesmos motores gráficos, direcções de arte desinspiradas e OST's Hollywood Style, neste jogo não vão encontrar nada disso. É um jogo fresco e único, uma verdadeira rebelião dos produtores em relação ao que mais se faz nesta indústria.



Infelizmente apesar deste jogo ser bastante original, não se livrou de uma certa não originalidade em relação à sua mecânica. Este jogo é quase uma cópia de Stranglehold, no entanto, apesar das muitas influências, as novidades inseridas conseguem tornar Wet ainda mais frenético.
Também foi pena não ter havido um budget maior para este jogo, nota-se perfeitamente que o tempo gasto no motor gráfico foi escasso, os gráficos são dignos de uma PS2 ou Wii em vez de uma consola com os cavalos de potência de uma Xbox 360 ou PS3.

Entramos na pele de uma anti-heroina sexy chamada Rubi. Muito rude e muito boa na arte de matar é das melhores mercenárias do mundo, quando as coisas ficam feias, Rubi é a pessoa indicada para limpar. Ao longo da aventura, o jogador é levado a vários locais desde a China Town em São Francisco até a Londres e Hong-Kong. Apesar dos locais serem variados, os cenários podiam ser mais distintos. Em termos de jogabilidade e se conhecem já Stranglehold, já sabem o que vos espera, muitos e muitos tiroteios com acrobacias mirabolantes em câmara lenta e um sistema de pontos que nos encoraja a matar os inimigos de várias formas e com estilo. Para além das várias armas que a Rubi dispõe, temos também uma catana para matar os inimigos que se aproximam perigosamente ou para despachar um inimigo que tenha resistido ao tiroteio.



Wet é um jogo bastante linear, andamos de corredor em corredor a despachar inimigos até chegarmos a uma arena onde temos de bloquear portas para que os inimigos parem de fazer respawn. Esporadicamente temos secções de tiro com uma metralhadora fixa e algumas secções que se passam na auto-estrada onde saltamos de carro em carro a matar gatunos da mafia.
Para além destas variações existem secções que transformam os gráficos do jogo por completo. Estas desencadeiam-se quando Rubi dispara na cabeça de um inimigo que se aproxima perigosamente e ela fica com a cara cheia de Sangue. Aqui a música transforma-se, os gráficos ficam estilizados à lá Killer 7 e temos de fazer a maior Kill Chain que conseguirmos para ganhar pontos que servem para melhorar armas ou desbloquear novas habilidades para a Rubi. Estas secções são sem dúvida os pontos altos do jogo.



Os únicos let downs para mim são mesmo a falta de batalhas com inimigos mais evoluídos e os gráficos que são fracos. Mas para compensar é um jogo bastante divertido e com uma jogabilidade simples e directa. Não demora muito para o jogador começar a matar inimigos com grandes acrobacias. Também não posso deixar de constatar que o final deste jogo foi um dos mais pobres, esperava uma batalha mais interessante mas tudo o que tive foi uma cut-scene acompanhada de quick timed events. Esperava algo mais excitante.

No final desta grande aventura de Rubi, fiquei fã. Por vezes os jogos baratos e que não tiveram grande sucesso comercial são mais interessantes do que muitos Juggernauts da indústria que vendem milhares e milhares de cópias. É um título experimental, que quebra todas as regras estabelecidas pelos grandes blockbusters e tenta fazer as coisas de uma maneira diferente. Apesar da grande maioria destas experiências falhe a nível comercial, pelo menos criou-se uma coisa diferente e temos de dar Kudos aos developers que fazem e lançam para o mercado este tipo de jogos alternativos. Wet pode não ser o jogo mais forte a nível técnico e pode ter os seus problemas, mas é um jogo divertido, com uma art work diferente e uma jogabilidade simples e viciante. Quando virem este jogo numa dessas bargain bin's dos hipermercados, não hesitem em levar uma cópia para vossa casa. Vale a pena.

sábado, fevereiro 19, 2011

Brutal Legend Review



Será esta uma Brutal Victory de Tim Schafer e da Double Fine ou uma Brutal Defeat?
Bom digamos que este jogo não é nem uma coisa nem outra.

Brutal Legend é um jogo que à primeira vista tem tudo para vencer. É uma comédia com participação de Jack Black, com um dos melhores produtores de jogos da indústria e com toda a mitologia do Heavy Metal. Existem também cameos de conhecidos cantores e uma banda sonora recheada de grandes hits de Heavy Metal. Vejam isto como o Tenacious D dos vídeojogos.

É caso para perguntar o que pode correr mal num jogo com tantos elementos AWESOME e BRUTAIS!

Bom efectivamente pode correr muita coisa mal. Mas vamos por partes.



Brutal Legend mistura vários géneros num só. É um open world com hack & slash na terceira pessoa com jogo de estratégia em tempo real. E apesar de à primeira vista esta mistura parecer-nos muito boa depressa descobrimos que Brutal Legend não consegue ser o melhor em nenhum deles.

Open Ended World. No papel esta palavra soa muito bem, mas quando se mete em prática depressa chegamos à conclusão que o jogo é repetitivo e monótono. Existem as missões principais e depois várias missões secundárias espalhadas pelo mapa. O problema é que as missões são repetitivas! Vamos passar várias horas a fazer Sneak Attacks, corridas de hot rods e andar à caça de animais. Para além destas missões também vamos descobrir que o mundo de Brutal Legend é uma seca. Não se passa nada para além de inimigos a vaguear nas estepes daquele mundo do Metal. É um mundo rico visualmente, sem dúvida nenhuma, mas no fundo é pobre em conteúdo e em coisas para fazer. Depressa fartei-me e segui com a campanha principal.

Hack & Slash. Também são poucos os produtores de jogos que conseguem fazer um sistema de combate bom. Brutal Legend cai no erro de tantos outros jogos Hack & Slash: Repetição de ataques. Neste jogo existem falta de combos e para além disso acabamos por estar sempre a fazer os mesmos ataques. Existem alguns moves engraçados que podem ser desbloqueados quando estamos perto de certas unidades de combate, mas tirando isso é carregar no A e no X a andar ou a correr para aviar os inimigos. Outra coisa que me irritou solenemente foi certos inimigos terem uma barra de vida gigantesca. Sei que os produtores deste jogo fizeram isto para obrigar o jogador a não ser um one man army, mas é mega irritante estar 3 minutos a descascar num inimigo e ele não morrer. Afinal somos ou não o Roady mais poderoso do mundo do Metal?

Estratégia. Neste departamento não tenho muito para me queixar, o jogo pode ser de estratégia mas é simples, existem algumas ordens um pouco complicadas de se fazer mas também não são muito necessárias até porque é raro haver dois ataques inimigos em sítios diferentes ao mesmo tempo. Existe um leque variado de unidades que podemos construir. Umas são unidades de ataques de longa distância, outras são de curta, umas são mais fortes com um determinado tipo de inimigos... bom o costume nos jogos de estratégia. De todos os géneros que este título foi buscar inspiração a parte de estratégia ainda é a mais divertida. Mas por vezes é arruinada por picos de dificuldade que existem nas missões finais. 
Mais uma vez pelo facto dos inimigos serem overpowered. Aliás na última missão tive de baixar a dificuldade do jogo para easy pois não estava a conseguir parar as ondas de inimigos e isso é sempre um mau sinal num jogo.

Também devo dizer que mesmo a nível técnico este jogo não tem nada de extraordinário os gráficos são banalíssimos e têm imensos problemas de pop-ups e frame-rate. Podia ter havido maior cuidado neste departamento pois o jogo a nível de artwork está muito bom mesmo. O mesmo digo do som, nada de especial até chegarmos à banda sonora que é composta por músicas de culto de Heavy Metal.



Apesar deste problemas todos ainda me consegui divertir com este jogo. O humor de Jack Black está sempre presente e se nos cingirmos às missões principais até vamos gostar do jogo e divertir-nos no entanto tudo o resto é uma grande perca de tempo e uma desaproveitamento incrível do mundo criado para este jogo. É daqueles jogos que tinha mesmo muito potencial mas deitou tudo a perder no final devido ao seu tamanho. Existem poucas companhias de jogos no mundo que sabem fazer jogos Open World. A Rockstar e a Bethesda são companhias que sabem-no fazer melhor do que ninguém, mas já vi muitos outros a escolher este caminho e a falhar redondamente... Double Fine foi mais uma vítima.

Portanto Brutal Legend é um jogo divertido, com uma excelente artwork e uma banda sonora brutal para quem gosta de Heavy Metal, mas também é um jogo cheio de problemas, alguns causados por decisões de Design, outros causados pela falta de polimento a nível técnico e outros ainda causados por haver pouco balance entre as unidades. Só recomendo mesmo se o apanharem a um bom preço e se não tiverem nada melhor para jogar.

domingo, fevereiro 13, 2011

Activision quer comprar Take Two?


Activision é uma das maiores empresas de vídeojogos do mundo e tem dado muito que falar ultimamente.

Começou com o fecho da Bizarre Creations, um dos estúdios britânicos mais bem sucedidos. Ganharam fama com a série Project Gotham Racing e com o Geometry Wars na Xbox e Xbox 360. Acabaram por ser adquiridos pela Activision e depois de terem lançado o Blur... Puff! Fecharam.

Mais recentemente fechou os estúdios responsáveis pelo Guitar Hero e pelo DJ Hero. O mercado de jogos de música começou a entrar e declínio e nada melhor que fechar estúdios e enviar centenas de trabalhadores para a rua.

Também não me posso esquecer do episódio que quase levou a Infinity Ward (responsável por Call of Duty um dos jogos mais rentáveis da Activision) a fechar devido ao despedimento de elementos chave da equipa que levou a despedimentos em massa por parte dos trabalhadores.

Agora surgem rumores que a Activision prepara-se para comprar a Take Two, conhecida por jogos como Grand Theft Auto, Red Dead Redemption e L.A. Noire.

Será que isto vai ser uma parceria pacífica? Ou será isto mais uma compra que vai levar à destruição de mais um estúdio? É que até agora todos estes grandes estúdios como a Electronic Arts e a Activision têm comprado imensas empresas que depois são dissolvidas quando um projecto não corre como esperavam e muitas vezes esse projecto não corre bem por culpa dessas grandes empresas.

Pandemic, Bizarre Creations... dois dos meus estúdios favoritos fecharam portas por causa destes Juggernauts da indústria.... :(

Esperemos que se esta aquisição da Take Two for realmente feita que as coisas corram para o melhor e que não aconteça mais um encerramento de uma empresa que faz jogos espectaculares.


P.S: Já conhecem a nova página de Facebook do blog Crónicas de um Xbox Fanboy? Carreguem no link, façam Like e passem a receber todas as notícias, crónicas e cenas que o Fanboy anda a fazer.
Crónicas de um Xbox Fanboy Facebook Page!

domingo, fevereiro 06, 2011

Game Dev Story - iOS

Existem jogos que parece que foram feitos em laboratórios de alta tecnologia onde obscuros cientistas de bata branca remexem no nosso cérebro para descobrir a next big thing do vício. 

Game Dev Story é capaz de ser fruto de um desses laboratórios secretos.



Game Dev Story é um jogo feito para a plataforma iOS que dá vida aos vários aparelhos da Apple (iPod Touch, iPhone e iPad). Sim ainda não saiu na Xbox 360, mas já se sabe que muitos dos jogos que tiveram um sucesso incrível no iOS (Angry Birds, Flight Control HD) acabam por se espalhar para outras plataformas. Este é mais um bom candidato a aparecer no Xbox Live Arcade. 
O jogo é um simples SIM onde o objectivo é levar uma empresa de desenvolvimento de vídeojogos ao sucesso. 

Parece ser bastante inofensiva esta receita mas... vocês nem sabem onde se estão a meter. Isto é uma droga autêntica!

Começamos com uma equipa pequena de desenvolvimento. Temos de contratar programadores, designers, engenheiros de som, compositores, guionistas... O número de pessoas e de profissões vai aumentando à medida que a empresa vai evoluindo e à medida que os jogos vão-se tornando mais complexos.



Também à medida que o tempo passa e que a nossa equipa evolui (aqui podem evoluir o vosso staff de diversas formas e treiná-los para serem mais competentes) vão desbloqueando géneros de jogo e tipos de jogo. Por exemplo podemos fazer um jogo de acção com ninjas, ou um shooter com robots. Depois podemos distribuir pontos para a direcção que o jogo deve tomar. Se o jogo deve ser simples, se deve ser realista, se deve ser polido, ou se tem um universo rico... À medida que a nossa equipa de programadores faz jogos, vamos ganhando mais pontos para gastar na direcção e desenvolver jogos cada vez melhores. 

Começamos por desenvolver jogos para o PC onde existem poucas vendas já que a pirataria é muita. Também não se ganha tanto dinheiro já que os jogos PC normalmente são mais baratos. No entanto desenvolver para o PC tem a vantagem de ser mais barato e de não necessitar de licenças. À medida que vamos lançando jogos e que os euros vão entrando na nossa conta podemos começar a procurar licenças para desenvolver jogos para consolas. E aí sim, é que se faz dinheiro. No entanto atenção! Desenvolver um jogo para uma consola tem custos bastante elevados.

Para quem segue a indústria dos vídeojogos à uns anos, vai com certeza reparar que muitas das consolas que vão sendo lançadas têm a sua parecença com a realidade. Por exemplo vão a certa altura encontrar a Sonny com as suas populares Playstatus ou a Senga Uranus! São pormenores que vão fazer as delícias dos amantes de vídeojogos.



Também é excelente a forma como este jogo de certa forma nos dá um pouco do sabor amargo que esta indústria pode ter. Por exemplo quando desenvolvemos um jogo e por alguma razão os críticos dão uma má nota o que vai afectar as vendas. Ou a entrada e saída de consolas no mercado com licenças e custos de desenvolvimento cada vez mais elevados à medida que a tecnologia das consolas evolui. Ou o envelhecimento dos nossos fãs que faz com que tenhamos de apostar constantemente em publicidade e afins para cativar novos públicos. Ou simplesmente apanhar um membro da nossa equipa num mau dia enchendo o nosso jogo de bugs que depois mais tarde têm de ser solucionados o que demora o seu tempo e como sabem... tempo é dinheiro!

Também podemos lançar para o mercado a nossa própria consola. Mas ainda não experimentei essa parte do jogo pois os custos são bastante elevados.

Este jogo fez-me lembrar um jogo da SEGA para a Dreamcast chamado de SEGAGAGA. Este jogo mega raro foi uma espécie de um mimo da SEGA para os fãs, numa altura em que a SEGA se preparava para abandonar o barco do Hardware. Neste jogo tomáva-mos o controlo da SEGA e tínhamos de combater o domínio da Sony. Claro que os nomes das companhias não eram iguais, mas quem jogasse este jogo percebia claramente do que é que se tratava. SEGAGAGA tornou-se num dos jogos mais raros de sempre. Foi lançado em quantidades mesmo muito limitadas e transacionam-se cópias no Ebay na casa dos 250 dólares ou mais!



Mas Game Dev Story apesar de ser um jogo simples e viciante tem falta de algumas coisas para se tornar numa experiência mais real. Por exemplo falta a flutuação das vendas das consolas, falta o abatimento de custos de desenvolvimento e das licenças à medida que as consolas vão envelhecendo no mercado, falta o podermos colocar uma price tag nos nossos jogos. Falta por exemplo haver uma opção de port para outra plataforma de um dos nossos jogos lançado ou até uma opção de lançamento de um jogo para múltiplas plataformas simultaneamente. Falta a opção de pedir financiamento para fazermos jogos mais ambiciosos ou para poder comprar as licenças super caras das consolas mais avançadas. Bom na verdade falta muita coisa, mas todas estas opções iriam tornar o jogo demasiado complexo para a plataforma de que estamos a falar. 

Game Dev Story é um jogo bastante competente em termos de opções (embora pudessem ter ido mais além), muito simples e que vale bem os 79 cêntimos que custa na App Store. O grafismo e o som 8 bit retro é amoroso. Sem dúvida um jogo excelente para vos acompanhar tanto numa viagem longa como numa viagem de autocarro para a universidade ou para o emprego.




segunda-feira, janeiro 31, 2011

Multiplayer forçado.

É certo que alguns dos jogos mais populares e que mais lucro dão hoje em dia têm uma forte componente multiplayer. Veja-se o caso do Call of Duty ou do Halo Reach, jogos que vivem muito para além do single-player graças aos seus modos online que fazem com que os jogadores fiquem agarrados por horas e horas.

No entanto muitos outros caem no erro de gastar tempo de desenvolvimento e programação em modos multiplayer que depois ninguém vai jogar porque são fraquinhos.
Muitas Software Houses ainda não conseguem admitir que não são boas a fazer modos multiplayer e que existem jogos onde o multiplayer simplesmente não faz sentido.

Por exemplo: Dead Space 2 tem um modo multiplayer bastante fraquinho e a crítica nesse ponto tem sido unânime, não é um modo de jogo como deve ser, teria feito muito mais sentido um modo co-op, por exemplo. Outro jogo que tem sido um flop nas vendas é o Assassin's Creed Brotherhood que introduziu o modo multiplayer nas aventuras do Ezio. Pelos vistos ninguém joga aquilo online.

Quando é que as produtoras de jogo vão deixar de obrigar os programadores a gastar imenso tempo e dinheiro na criação de modos multiplayer com a esperança que se torne num mega hit multiplayer como o Call of Duty ou o Halo Reach. E muitas vezes esse tempo de desenvolvimento da parte multiplayer mete em causa a parte singleplayer que muitas vezes parece inacabada.

É tempo dos grandes senhores da indústria caírem na realidade. É preciso muito talento e muita sorte para se fazer um mega hit multiplayer. Não esperem que basta criar uma arena com alguns jogadores ligados em rede para que comecem a jogar online e a pedir mais conteúdo multiplayer para continuar a jogar. É preciso foco.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Next Gen onde estás?

Já foi à uns bons 5 anos que fomos gracejados com a que na altura era a nova geração de consolas. O grande mote era o HD. Gráficos com um detalhe e uma claridade de imagem nunca antes vista. Também se deu muita ênfase aos sistemas integrados online. Aliás é engraçado pois quando se fala da Xbox 360 e da PS3 ainda muitos se referem a elas como next-gen. Quantos anos vai ser preciso para catalogar estas consolas de apenas consolas e não consolas next-gen?

Passaram 5 anos e ainda nem sequer se ouviu falar ainda da nova geração. Sim todos nós sabemos que existem equipas tanto na Microsoft como na Sony a planear como serão as próximas consolas, mas ainda não existe nada em concreto.

E tão depressa não vai haver. Agora que tanto a PS3 como a Xbox 360 fizeram uma espécie de reboot às suas marcas (foram mudados logos e outras coisas) e agora que saíram os Kinect e os Move ninguém está a pensar na nova geração.

O que é pena. Digamos que já me sinto mais do que preparado para um Hardware mais poderoso. Esta geração a meu ver já deu o que tinha a dar, agora com o Move, kinect e o 3d essa percepção pode mudar um pouco pois são novidades que parece que dão uma pintura nova às consolas, mas os gráficos não têm sofrido melhorias.

Os jogos já nem sequer entram nos standards que as marcas no início estabeleceram. Ainda me lembro que um jogo da Xbox 360 tinha de ser obrigatoriamente em HD 720p. Muitos dos jogos que saem nem sequer são HD e cada vez mais se vêem exemplos disso. Upscale é o novo HD e isso não é de todo aceitável nos dias de hoje. 

E temos outro factor muito importante. A crise! A crise tem feito com que haja menos investimentos e as companhias não se sentem muito confortáveis a lançar-se numa nova geração de consolas. As vendas destas consolas continuam boas e são cada vez melhores mas isto é porque cada vez mais o público alvo dos jogos está a passar para um tipo de jogador mais casual (kinect e o move têm tido muito sucesso). Mas este público novo não se interessa por questões técnicas daí que a necessidade de estar a preparar uma nova geração de consolas é muito baixa.

O que irá acontecer aos Hardcore Gamers, que anseiam por uma nova remessa de hardware para acompanhar os tempos que correm? Bom, a meu ver o que vai acontecer é uma migração para a plataforma PC.

Embora mesmo aqui o PC se tenha retraído nos gráficos por culpa das consolas, o PC consegue fazer tudo e muito melhor que uma consola desta geração. E já não é preciso gastar 3000 euros num PC de topo para correr os últimos jogos. É possível arranjar um PC por 1000 euros que consegue dar conta do recado a 99% dos jogos que por aí andam sem problemas. 

Para além que os jogos PC são cada vez mais baratos graças a lojas de distribuição online como Steam.

Será que as consolas estão destinadas a um público cada vez mais casual e que os jogos hardcore tendem a desaparecer? Será que os hardcore gamers vão mudar-se para a plataforma PC revitalizando-a? E as companhias que faziam jogos Hardcore nas consolas será que vão mudar-se para o PC? Ou será que vão adoptar versões mais amigas dos seus jogos hardcore?

Muitas destas questões ainda não têm respostas e talvez sejam precisos alguns anos para as poder responder, mas sinto que vêem aí tempos de mudança. Vão haver mudanças que vão mudar radicalmente  a estrutura deste mercado e vai ser engraçado ver como é que as coisas vão evoluir daqui em diante. Não estou pessimista em relação ao futuro, mas estou bastante curioso.



segunda-feira, dezembro 13, 2010

Bayonetta - Bye Bye Dante



Sempre tinha ouvido falar muito bem de Devil May Cry. As aventuras do super cool Dante a distribuir porrada por uma data de monstros e bosses que atingiam proporções gigantescas. Tive oportunidade de jogar o 4 e detestei o jogo. Foi uma completa perda de tempo.

Bayonetta veio da mesma estirpe de DMC, mas, meu deus, é mil vezes melhor em todos os aspectos.

O jogo simplesmente elevou a fasquia para um novo nível. A nível de jogabilidade é francamente bom. Temos combates super frenéticos, cheios de combos e de momentos slow motion para desferir golpes a uma velocidade alucinante. E o mais fixe de tudo, é que o jogo mete pica só pela sua mecânica. Podiam tirar os gráficos, o som a história e iam continuar agarrados, pois o combate é mesmo do melhor que já vi num jogo de acção em terceira pessoa.

O grafismo não espanta, mas encanta, devido à direcção de arte absolutamente fantástica. Os inimigos estão francamente bem feitos e desenhados, os cenários estão porreiros também e as personagens são muito carismáticas. Aliás, pegando no exemplo da protagonista principal, a Bayonetta, a equipa perdeu horas e horas só a desenvolver o corpo dela (criaram uma deusa). É um jogo com uma marca muito própria e num mercado cada vez mais saturado com inimigos e cenários genéricos é bom encontrar alguém que rompa completamente com o que se faz por aí.
O jogo sofre alguns slowdowns aqui e ali quando as coisas começam a ficar loucas (too much shit on screen), mas tirando isso é um jogo competente no departamento técnico.



A banda sonora é linda também. Fly me to the moon a aparecer várias vezes e uma banda sonora bem disposta e arcadey complementam o resto. De referir também a épica música de Outrun no nível da auto-estrada.

Aliás...

Bayonetta é um jogo que não se acanha a mostrar o seu lado Geeky e Nerdy. Temos algumas alusões a jogos como Resident Evil 4, Outrun, entre outros. Para quem joga e está dentro desta cultura vai absolutamente adorar este jogo. Aliás em certas cut-scenes a equipa realmente abusa do bom senso. São cut-scenes completamente estapafúrdias inspiradas em animes... que confesso que no início me chocaram imenso, mas depois fui-me habituando.



Passei o jogo todo em 9 horas. E nessas 9 horas não encontrei muitas coisas que me irritassem. Apenas me irritou o facto de no final de algumas cut-scenes os inimigos iniciarem ataques sem escapatória possível quando ganhas o controlo da Bayonetta. O facto de haver repetição de bosses lá para o fim (é um mal dos jogos deste género infelizmente) e o facto de ser tão difícil comprar itens novos para a Bayonetta. São precisos mesmo muitos Halos para conseguirem comprar coisas fixes na loja do jogo.



Tirando isso é um jogo absolutamente brilhante e vale bem a pena estar na vossa colecção. Bayonetta para mim não só arrasou com DMC como também me deu sérias dúvidas se Ninja Gaiden continua a ser, ou não, o meu jogo favorito do género. Mas, se por acaso estiverem entre um Ninja Gaiden 2 e Bayonetta eu diria para comprarem Bayonetta sem pensar duas vezes. 

domingo, dezembro 12, 2010

Splinter Cell Conviction - Sam Fisher is back!



Eu adoro Splinter Cell.

Foi daqueles jogos que ajudou-me mesmo a ser um grande fanboy da Xbox. No tempo em que a falta de exclusivos, e vá, de jogos de jeito, na Xbox começava a preocupar os consumidores eis que a Ubisoft lança na Xbox um jogo stealth que usava todas as capacidades da poderosíssima consola da Microsoft. E o jogo era mesmo bom. Tudo bem, que foi sempre um timed exclusive, mas ainda assim Splinter Cell para mim nem fazia sentido noutra consola, pois era mesmo na Xbox que o jogo brilhava.

Passado alguns anos Splinter Cell voltou mas desta vez voltou mesmo exclusivo da Xbox 360.

O que me agradou imenso. :)

Devo confessar que fiquei um pouco desiludido com o Splinter Cell Double Agent na Xbox 360 e fiquei também chateado por ter estado à espera tanto tempo por um Splinter Cell completamente feito de raiz para a Xbox 360. Mas a espera até que valeu bem a pena.

Tudo bem que a história do jogo começa muito mal. Um grupo de terroristas quer fazer coisas más ao governo americano mas por alguma razão acharam que tinham de matar o Sam Fisher que já estava na reforma e estava-se a lixar completamente para atentados & shit. Bom, têm os maus ficado quietos e a história acabava logo ali, mas não... foram-se meter com Fisher e obviamente, foi uma má decisão. Já vi muitas desculpas esfarrapadas para um herói ser chamado, outra vez, para entrar em acção, mas esta foi simplesmente a mais estúpida que vi.

O que vale é que a partir daí a história começa a melhorar e no final até devo dizer que a achei bastante interessante.

No entanto quando comecei a jogar notei logo duas coisas. O Sam está mais bruto. O Stealth aqui parece ter ficado em segundo plano. Reparei logo quando vi que não dava para assobiar para atrair os inimigos. O que é extremamente mau. Sim! Existe a possibilidade de enviar sticky cameras que fazem barulho, mas e se não as tivermos? E pior quando matamos um inimigo não o podemos esconder! Ora, isto em certas missões é muito mau, pois se forem detectados corpos é logo Game Over.

O mais irritante nisto é que antigamente o Sam podia fazer estas cenas e chegamos ao SC5 e o gajo desaprendeu as coisas mais básicas. Os fãs já estavam habituados a estas coisas e tiraram-nas. E pior que tudo é que fazem falta!



Apesar disto e apesar do Sam estar mais bruto, existem missões onde o Stealth realmente reina, mas existem também muitas partes, onde Sam simplesmente rebenta com tudo e todos sem dó nem piedade. 

Não é nada de grave, até porque temos sempre escolha se queremos fazer as coisas em stealth mode, ou não. Mas não deixa de ser um pouco estranho para os fãs de repente verem Sam a armar-se em Rambo. Aliás Sam agora consegue marcar inimigos e com um botão apenas consegue matar 2, 3 ou 4 inimigos de uma vez. É um show! :)

A nível técnico o jogo está lindo. A nível sonoro também.

A história como disse é muito boa e muito disso se deve ao facto de coisas como objectivos, conversas, pensamentos, memórias sejam projectados no cenário de jogo. Existem certos pontos na narrativa onde conseguimos mesmo saber o que Sam está a pensar e a sentir, o que dá um toque muito especial ao jogo.
A história até pode não ser nada de extraordinário, (porque efectivamente não é) mas está tão bem contada que uma pessoa deixa-se levar e fica completamente imersa e curiosa sobre o que vai acontecer a seguir.

Não joguei Multiplayer nem co-op. Sempre joguei SC em single-player e não era agora que ia começar a jogar em multiplayer. Por isso, se quiserem uma opinião sobre este departamento, devem dirigir-se a um outro site.

Splinter Cell Conviction pode ser um pouco disruptivo com os anteriores jogos, o que pode irritar alguns fãs, mas é um jogo muito bom. Bons gráficos, bons níveis, bom som e um storytelling exemplar fazem de Splinter Cell Conviction um dos melhores SC. Para mim, não chega a bater o Chaos Theory, mas é claramente superior aos outros capítulos da saga. 

Só espero é que não tenha de esperar muito mais tempo para o Splinter Cell 6. ;)




domingo, outubro 17, 2010

Forza Motorsport 3 - Classe e requinte



Como um grande fã de automóveis este era um dos jogos que mais esperava para a Xbox 360. No entanto só o consegui arranjar bastante mais tarde e chegando um pouco Late to the party (como já começa a ser costume) será que ainda estão interessados em saber a minha opinião sobre este jogo?

Os que estão interessados aqui fica um resumo do que Forza Motorsport 3 é: Classe e requinte.



Forza Motorsport 3 não passa de uma evolução do FM2, é basicamente o mesmo jogo mas muito mais tweeked. Mesmo a nível de menus e da forma como prosseguimos na carreira são apenas pequenas adições que tornam a experiência de Forza Motorsport mais agradável. Navegar nos menus do jogo e explorar as opções é um mimo, tudo muito clean, muito arrumado, com música a acompanhar muito agradável e que podia tocar em loop durante anos que não me ia fartar. Depois temos também o nosso locutor que de vez em quando fala quando acabamos a season ou quando precisamos de outro carro, com o seu sotaque english adiciona mais pontos para a sofisticação e requinte do jogo.

No campo da jogabilidade fico um pouco confuso se por um lado em alguns aspectos o jogo ficou mais realista: (capotagens e travagem sem ABS mais realista), por outro lado o jogo parece-me menos penalizante para com certas atitudes que tomamos com os automóveis. Parece-me mais fácil de conduzir, mais fácil de agarrar o carro na estrada, bom, na verdade o jogo parece mais fácil do que aquilo que era antigamente. Só tenho tido realmente problemas nas classes R3 para cima em que é mesmo preciso ter mãozinhas para controlar os carros. Depois também existe o botão de rewind que torna tudo mais fácil e agradável. Travei tarde demais numa curva e espetei-me... Antigamente era restart imediato pois a perda de tempo mais os danos que afectavam a performance do carro significava que tinha acabado de perder a corrida, mas agora basta carregar no rewind e travar um pouco mais cedo para evitar o acidente. É uma adição muito bem vinda para um jogo deste tipo.



Continua a ser fantástica é a forma como consigo distinguir o comportamento dos vários tipos de carros que o jogo oferece. Sendo eu um seguidor do mundo automóvel e estando atento às críticas dos carros reais é com bastante agrado que quando experimento um carro no jogo as sensações que tenho são muito parecidas com aquelas que os críticos de automóveis descrevem quando testam os carros na realidade. Essa é realmente a magia de Forza e é o que mais me delicia no jogo.

Em termos gráficos é muito bonito se bem que podia ser melhor. Acredito piamente que existem muitas texturas que podiam ser melhoradas, isto também é porque jogo com o ecrã muito próximo de mim o que faz sempre com que se note os podres gráficos, mas overall é um dos jogos mais bonitos da Xbox 360. E a nível sonoro continua tão competente como sempre, com os sons dos carros gravados individualmente e com a estreia de música durante o gameplay que é uma agradável adição.

Apesar de ter sofrido alguns ajustes na forma como progredimos na carreira, é um modo que continua um pouco chato. Estou a caminho do nível 30 e já começa a ser um pouco penosa a progressão. Entra no campeonato principal, faz uma corrida, entra noutro campeonato secundário, faz 3 ou 4 corridas, ganha campeonato secundário, corrida do campeonato principal, repete o processo até completar uma season.
Acaba por ser o mesmo de sempre, só por dizer que existe ali um intervalo para experimentar pistas e carros novos, mas lá está, in the end é o mesmo de sempre.



Já o que me irrita solenemente é quando compramos um pack de DLC com carros novos (existem bastantes no Marketplace) temos de os comprar também com o dinheiro do jogo. Ou seja compramos um pack, queremos experimentar o carro X, porra! tenho de andar a fazer corridas para ganhar dinheiro dentro do jogo para comprar o carro e usá-lo. Isto é lame. Também irrita-me todos os DLC serem apenas mais conteúdo e não uma extensão do jogo. Porque não lançar juntamente no pacote de DLC novos torneios para o single-player a contemplar os goodies novos que vêm no DLC? Porque é que é um pack com carros e pistas que só vão poder ser usufruídas como deve ser em multiplayer? Porque não mais um boostzito à longevidade do jogo em Single-Player? Assim como a Bizarre fez quando lançou o seu pack extra para o PGR4.

Até porque a experiência multiplayer através do Xbox Live continua a ser uma enorme cagada. Não existe civilização no mundo do Xbox Live e ainda para mais reinam os carros tunados ao máximo para que seja praticamente impossível ter uma corrida justa. Antigamente era muito importante um jogo ter bons modos de multiplayer e não tenho dúvidas que Forza Motorsport 3 os tem, mas o online não é feito de modos de jogo e opções, é feito por pessoas e quando as pessoas são uma merda a experiência fica estragada. A única maneira de usufruir bem destes modos é ter amigos e combinar umas jogatanas unranked.



Portanto que nota é que podemos dar a um jogo que não é mais do que uma pequena evolução ao anterior? Bem o jogo anterior era estelar, este também o é só que bastante mais polido daí que para os fãs deste tipo de jogos é um must. No entanto para mim Forza 3 não deixa de ser um update. Vejam-no como a evolução de um FIFA 2010 para um FIFA 2011. Só mesmo os fãs a sério é que vão curtir, porque os outros tendo já o Forza 2 não têm grandes razões para investir em mais uma voltinha de Forza.

terça-feira, julho 13, 2010

Final Fantasy XIII





It's been a while!

Mas estou de volta.

Mesmo!

Então isto vai arrancar com algumas palavras sobre o Final Fantasy XIII, esse jogo que tem dividido as mentes e corações dos gamers de todo o mundo.

Para já joguei isto na PS3 mas como o jogo está disponível na Xbox 360, acho que estou mais do que qualificado para falar desta grande obra aos fanboys da Xbox 360.

Quando este jogo foi anunciado para a Xbox 360 todos os Xbots rejubilaram. Foi como tirar a coroa da cabeça da Playstation. O Final Fantasy estava para a PS como o Halo está para a Xbox, era como a estocada final no orgulho dos Sony fanboys, lembro-me que a internet quase que atingia o meltdown depois daquela E3 tão memorável.

O jogo saiu e parece que ficou mais na memória o facto do jogo ser catalogado como um jogo multi plataforma do que pelo jogo em si. O que é uma pena.

E básicamente quem diz mal do jogo são todos os que adoram os JRPG's com horas e horas de grind e de quests e sub quests de treta a todo o momento e de Game Overs porque não treinámos suficientemente o personagem ou porque não tinha o item X. Eu joguei o Final Fantasy X e outro JRPG cujo o nome não me recordo e jurei para nunca mais.

Até que sai o Final Fantasy XIII e ouvia-se um choro e uma torrente de posts a dizer que era o pior FF de sempre e que nem devia ser catalogado como JRPG. Ora esfreguei as minhas mãos de contente e comprei o jogo no Day 1 pois já sabia que ia ser este o JRPG que eu ia gostar de jogar.

E gostei!

Foi fantástico!

Sem dúvida para mim o melhor JRPG alguma vez feito e um dos melhores RPG's que joguei mesmo a contar com os Western RPG's que são os meus favoritos (tirando os da Bethesda que acho intragáveis).

O pessoal da Square Enix cagou simplesmente para todas as regras mais do que batidas e mais do que ultrapassadas que as pessoas achavam essenciais num JRPG. É tipo, as pessoas já estavam tão habituadas à porcaria, que quando saiu o FFXIII, elas estranharam e foram para as internets dizer mal da Square por não ter feito mais uma dose de porcaria. A todos os que disseram mal de FFXIII, pah deixem lá os vossos FFVII e Chrono Triggers e lembrem-se de que já estamos em 2010 e não em 1995.

A apresentação do jogo é fenomenal, os gráficos são mesmo puxados ao limite e é sem dúvida um dos jogos Multi com melhor aspecto que para aí anda.

O som também está excelente, a banda sonora é linda e tem mesmo músicas que não param de tocar no iTunes do meu Macbook Pro.


Ou seja a nível técnico a Square fez como sempre um óptimo trabalho, o perfeccionismo da equipa de desenvolvimento deste jogo é de louvar mesmo. Absolutamente impecável.

A mecânica de combate também é excelente, alguns dizem que o jogo joga sozinho, mas sinceramente acho que o sistema é bastante inteligente. Posso mandar atacar da melhor forma o que o CPU acha e não me chatear muito, o que é óptimo para aquelas batalhas de chácha que aparecem de vez em quando e para os bichos mais complicados podemos escolher e coordenar os nossos ataques usando estratégias para derrotar os inimigos da melhor forma. Isto é elevado ao cubo quando juntamos o papel que os nossos amigos desempenham nas batalhas: Meter um a healar outro a fazer debufs e outro a atacar e depois ir mudando consoante a forma como a batalha se vai desenrolando.
Foi um dos melhores aspectos do jogo sem dúvida, é um jogo com um sistema de batalha simples mas ao mesmo tempo muito profundo e muito recompensador quando usado correctamente.

As personagens e a história mais uma vez são memoráveis, aliás se há coisa que a Square sabe fazer é contar uma boa história. Já tinha reparado no FFX e é incrível que apesar do jogo ser completamente datado em termos de mecânicas de jogo a sua história era o suficiente para me manter agarrado. Existe claro quem diga que a história de FFXIII não é grande coisa, isso é sempre um pouco subjectivo para ser alvo de discussão, mas sem dúvida alguma que fiquei agarrado à história e não descansei enquanto não cheguei ao final do jogo.

Resumindo, não podia ter sido melhor Final Fantasy para estrear na Xbox 360. Com um sistema de combate completamente novo, um modo de progressão completamente diferente dos JRPG's e uma história, gráficos e som com o selo de qualidade Square Enix, este é sem dúvida um excelente jogo para qualquer jogador ter na sua colecção. Se forem fãs dos velhos JRPG's, BEHOLD! THE FUTURE IS NOW WITH FFXIII. Tentem joga-lo com mente aberta e reconheçam que muita da chatice dos JRPG's antigos só servia para estragar a experiência de jogo. O pessoal que detesta JRPG's tem aqui um com uma visão completamente actual das mecânicas dos jogos de última geração. Podem comprar o FFXIII á vontade que não se vão arrepender e tendo em conta que o jogo se encontra já a preço de amigo não existe desculpa para não o terem nas vossas prateleiras e vão ver que é um jogo digno de estar ao lado de outras bombas como Mass Effect 2, aliás o meu FFXIII só não está assim porque eu separo os jogos por plataforma. lol.

Xbox Fanboy over & out!

domingo, maio 09, 2010

De volta!

E passado este tempo todo, olhem quem está de volta? O vosso fanboy favorito da Xbox 360!

Yeah!

Porquê resuscitar este blogue passado 2 anos?

Bom noutro dia estava a navegar nas internets e lembrei-me dos bons velhos tempos onde tinha este blogue que era quase como um farol para todos os Xbox 360 fanboys que haviam em Portugal. Quando acabei com o blogue houve imensa gente que mostrou o seu desagrado, o que foi bastante surpreendente para mim na altura.

Ora depois do flashback de Nostalgia, decidi googlar o blogue pois pensei que já tivesse sido apagado dos servers do blogger, and guess what? Ainda estava online!

Depois não resisti à tentação de recuperar o blogue, até porque este foi sem dúvida o blogue que eu fiz que mais sucesso teve. Espero que o pessoal continue interessado nisto.

Não sei quando vou começar a escrever conteúdo. Só sei que para breve hei-de escrever qualquer coisa.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Load & Play!

Novo blogue chama-se Load & Play e está online a partir de hoje. Ainda não está a 100% e ainda não tenho nenhum artigo sobre novidades de jogos ou coisa parecida, mas já podem ir lá dar uma olhada.

http://loadplay.blogspot.com/

Fiquem bem!

segunda-feira, setembro 29, 2008

Game over!

It's game over man, game over!

O blog Crónicas de um Xbox Fanboy vai fechar, acabou, finito.

Primeiro porque estou a ficar sem tempo para jogar. Segundo todo o tempo que tenho para jogar agora gasto-o na Playstation 3 daí que ultimamente só tenho tido coisas para escrever sobre a Playstation e nada sobre a Xbox 360, como isto é um blogue sobre a 360 não tenho escrito nada. Depois porque acho que já me curei da fanboyise que tinha sobre a Xbox, já não sou um fiel "suporter" como era antigamente, as coisas mudaram um pouco, acho que a consola que se mais adapta ás minhas necessidades agora é a PS3... Não vou ser radical ao ponto de vender a 360 e isso, eu adoro a 360 e vou continuar a jogar nela e a comprar jogos para ela, mas já não é aquela obcessão que tinha antigamente de que tudo o que a Microsoft fazia era ouro. A Sony com a sua PS3 apesar de um início atribulado demonstrou agora que tem uma consola bastante capaz.

Enfim, não fiquem tristes, mais coisas sobre jogos irão ser escritas, mas não aqui, este blogue vai acabar, mas das cinzas dele vai nascer outro blogue. Ainda não sei o nome do novo blogue nem tenho nada a acrescentar sobre o meu novo espaço de escrita sobre jogos na internet, mas assim que já tiver uma ideia mais consistente, vão ser os primeiros a saber.

E é assim, foi divertido escrever as minhas teorias neste espaço, foi porreiro todos os que participaram aqui neste cantinho, muitas celebridades da indústria dos jogos portuguesa... a eles os meus agradecimentos por terem participado aqui.

Adeus, e joguem muito. :)

domingo, setembro 21, 2008

E o que se segue a seguir?

No início da nova geração a Xbox 360 conseguiu ser lançada mais cedo porque decidiu adoptar o DVD9 como leitor de media principal da consola, entretanto foi lançado um add-on do HD-DVD que falhou completamente e agora nem serve para ver filmes. No decorrer da nova geração o DVD9 começa a mostrar um pouco o peso da sua idade.

Não estou a dizer que a 360 está condenada e que os jogos vão começar a ser cortados para caber nos DVD, mas é sem dúvida um pequeno ponto fraco da Xbox 360 que à medida que o tempo passa vai piorar. A PS3 com o Blu-Ray tem um armazenamento massivo de 50 gigas por disco se for necessário o que é imensamente mais do que o DVD9 que não chega a ultrapassar os 10 gigas.

Já se tem visto algumas notícias a correr sobre jogos que tiveram de ser mudados em termos de estrutura para caberem na consola da Microsoft e começam a aparecer bastantes jogos Xbox 360 que dão uso a mais do que um DVD9 para o jogo caber lá todo. Não é que isso seja mau, não é assim tão chato mudar de disco a meio do jogo, mas no entanto o que me aflige são as notícias de jogos serem modificados e curtados para caberem nos DVD9. Embora o caso da ID Software com o Rage tenha sido logo desmentida todo e qualquer corte a conteúdos de forma ao jogo caber na Xbox 360, foi uma notícia que ainda assim pode ter o seu quê de verdade.

Pode ser este aqui o grande calcanhar de aquiles da Xbox 360, e o que a vai safando é a consola da Microsoft ser a Lead Platform em quase todas as companhias de jogos, daí que os jogos são feitos em função da 360, no entanto se por acaso hype da 360 começar a diminuir e se a PS3 começar a vender que nem uma consola da Sony, muitas third parties irão mudar e isso pode trazer consequências graves para a Microsoft.

Agora que tenho uma PS3 vi que realmente o Blu-Ray trás bastantes vantages aos jogos, basta ver um jogo como Heavenly Sword ou Uncharted a correr para ficarmos doidos com a variedade de texturas e os cenários super vastos e cheios de detalhe que são empregues nos jogos da PS3.
Sim sim, sempre fui defensor do DVD sobre o Blu-Ray em termos de jogos, mas tenho de dar a mão à palmatória, assim que vi os cenários de jogos como Heavenly Sword.

Agora será que a falta de Blu-Ray na 360 vai fazer com que a nova geração de consolas venha mais cedo? É pouco provável por agora, a Microsoft está a desfrutar de algum sucesso com a 360, mas a Microsoft tem de ver que se calhar vai ter de se chegar outra vez à frente com uma nova consola antes que o Hardware obsoleto da 360 comece a dar de si e antes que os consumidores começem a ir para outras marcas. Vamos ver como é que as coisas se desenvolvem, este natal vai ser bastante importante para todas as plataformas e talvez dite quem irá ficar à frente nesta corrida.

domingo, setembro 14, 2008

Vicios


É uma coisa que tenho pensado ultimamente... As personagens de vídeo jogos deviam ter vícios... Pah porque é que o Master Chief não tem um vício qualquer? Tipo fumar, ou beber cerveja... Não é preciso ser também um toxicodependente ou um alcoolico anónimo, mas pergunto-me porque é que existem jogos que mostram tão pouco do personagem principal?

Parece que é tudo um mar de rosas na maioria dos personagens, são bons, atléticos, sem vício nenhum... Sei lá... É tudo esteriotipado! Devido a isto os jogos e as suas personagens começam a perder um pouco o interesse.

No entanto existem certos jogos que nos dão a nós a capacidade de criar uma espécie de personalidade na nossa personagem de jogo como por exemplo o Star Wars KOTOR ou o Mass Effect, até podemos ganhar vícios nesses jogos e ter o poder de escolher a personalidade do nosso personagem o que torna tudo mais interessante. No entanto os únicos jogos que nos permitem este tipode interactividade são grandes RPG's, pois nos outros géneros temos de nos restringir àquilo que os artistas e guionistas nos impingem.


Não quero dizer que jogos como Gears of War, God of War, Halo e Star Wars Force Unleashed sejam maus jogos ou que não tenham histórias e personagens interessantes... Mas penso que existe um filão a descubrir para a criação de novos personagens mais humanos e menos deuses.